Minhas Experiências

Bom vou começar fazendo um breve relato de minha experiência com alunos de inclusão. Na escola em que trabalho temos muitas crianças com dificuldades de aprendizagens por motivos variados, acreditamos que na maioria são motivos psicológicos e afetivos, mas também devem existir casos de deficiências mesmo, que nem sempre são diagnosticadas.
Este ano especialmente tenho um aluno de 10 anos no terceiro ano, que já está em nossa escola há três anos, repetiu uma vez o segundo ano e foi aprovado pela ResoluçãoCNE/CEB, 02de 11.09.2001, artigo 8º, que garante uma avaliação diferenciada para o aluno com necessidades especiais.
Este menino recebeu apenas em meados do ano passado um atendimento especializado uma vez por semana, oferecido pelo municÃpio aos alunos com dificuldades de aprendizagem mais graves. Ele mora com o avô materno, que demonstra preocupação com o comportamento dele, mas o avô não sabe especificar qual é o problema exato do E., apesar de já ter feito vários exames e passado por atendimentos clÃnicos.
E. quase não se comunica, tem um pouco de dificuldade na fala, começou a falar mais ou menos aos seis anos de idade, segundo o avô. É bastante agressivo com seus colegas, apesar de gostar de brincar com eles, é como se ele não soubesse, brincar, regras e normas para ele são muito complexas, parece não demonstrar nenhuma reação à elas.
Ainda não tive oportunidade de conversar com as pessoas que prestaram atendimento especializado a ele no ano anterior, apesar de já haver solicitado na escola o agendamento, este ano ele ainda não está tendo nenhum atendimento, mas soube que ele irá frequentar uma sala de recursos neste atendimento.
Neste primeiro momento o que posso dizer é que estou um pouco confusa ainda, pois preciso proporcionar a ele atividades diferenciadas diariamente que contemplem noções básicas de cores, formas, tamanhos, seu próprio nome ainda não é identificado e seu desenho é extremamente desorganizado, então é por aà que tento traçar meus objetivos. Além de tudo isso ainda precisei explicar para a turma que questionava sua presença na série, visto que não consegue acompanhar as tarefas, que ele tem certas dificuldades e que a avliação para ele é diferente sobre outras atividades. A turma até que compreendeu e também não parece excluÃ-lo, porém reclamam bastante da agressividade do colega.
Enfim este é meu primeiro relato sobre este caso e espero estar aprofundando durante o decorrer do semestre.
Comments (2)
Gi said
at 6:08 pm on Apr 24, 2009
Olá Lisi... Você descreve sua experiência com a área, procurando articular suas opiniões, comentários e problematizações apresentando uma descrição do processo educativo que vivencia. A inclusão do aluno especial na escola comum é um desafio. Essa é uma proposta ousada porque o grande entrave é justamente a formação dos professores, já que eles não estão sendo preparados para trabalhar com esse processo, para enfrentar os desafios e lidar com as diferenças dentro das salas de aula. A caminhada é longa, mas é preciso lutar para que se garantam a todos as mesmas oportunidades para estudar, trabalhar, ter lazer, praticar esportes, enfim, para ter acesso a todos os bens produzidos socialmente.
Gi said
at 6:08 pm on Apr 24, 2009
Para isso, é necessário que haja por parte da escola, preparação para a Inclusão, ou seja, a flexibilização do currículo por intermédio das adaptações e novas práticas, para que através das aprendizagens, o indivíduo alcance um real desenvolvimento integral. Segundo Hilde Cristina:
"A escola deve ser vista como um lugar em contínua transformação, onde o professor precisa aprender a trabalhar com a singularidade e a diversidade."
Colocas que tua escola oferece de forma precária o atendimento especializado a fim de atender as crianças que necessitam deste apoio. Como tua escola está contextualizando hoje as orientações curriculares, a fim de que se promovam aos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, as condições necessárias para uma educação de qualidade? Até que ponto você percebe o envolvimento efetivo da escola neste processo? O seu município está promovendo discussões e qualificações, a fim de que se superem tantas outras dificuldades que ainda persistem? Como é visto em seu município a questão do oferecimento de serviços de apoio especializado? E como a família é envolvida neste processo, como é feito o chamamento? É importante que a escola, a família e todos os envolvidos se contaminem pelos mesmos ideais, pois se houver participação, haverá também uma tomada de consciência, fazendo com que participem e exerçam seu papel.
Fico aguardando nesta segunda parte do Dossiê tuas reflexões acerca das Políticas de Inclusão Escolar, resgatando dados sobre os processos inclusivos na realidade da rede de ensino em que atuas,possibilitando que se aproprie ainda mais dos conhecimentos necessários para uma maior fundamentação da sua prática e superação dos problemas identificados. Qualquer dúvida entre em contato. Abraços, Gi
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