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Unidade2-Politicas Públicas e o PPP na Ed Inclusiva

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Politicas Públicas e o PPP na Ed. Inclusiva

 

 

Trabalho na EMEF Bento Gonçalves localizada no Morro do Paula, São Leopoldo.

 Esta escola conta com 110 alunos matriculados do 1º ao 5° ano do ensino fundamental, e tem em seu quadro e conta com diretora, supervisora, seis professoras e duas funcionárias.

 Atualmente temos 19 crianças classificadas como portadoras de necessidades especiais, sendo um deficiente visual, um deficiente físico( ananismo) e os demais apresentam transtornos globais de desenvolvimento.

  A escola não apresenta nenhuma modificação em seu prédio e estrutura física, inclusive a criança que apresenta ananismo foi matriculada a poucos dias e será preciso algumas modificações no banheiro e bebedouros para garantir maior autonomia ao aluno.

  Em algumas turmas chegam a ter 4 alunos com necessidades especiais e isso acaba dificultando um pouco o trabalho dos professores, mesmo que muitas dessas crianças não tenham nenhum laudo atestando deficiências mentais, presume-se que alguns tenham esse tipo de problema. A família nem sempre demonstra interesse e participação na vida escolar das crianças, já tivemos casos de ex-alunos em que foi preciso acionar o conselho e o juízado da infância para ter cumpridas as responsabilidades dos familiares.

  Apesar destas dificuldades o grupo de professores tem demonstrado interesse em prestar um atendimento adequado e diferenciado a estas crianças, principalmente observando e registrando todos os seus progressos para fazer uma avaliação justa com essas crianças. Também o debate sobre o tema tem sido constante nas reuniões procurando aprimorar o trabalho e solucionar problemas que se apresentam diariamente com esta clientela.

 O município oferece o atendimento especializado através do NAPPI( Núcleo de apoio e pesquisa do processo de inclusão), este atendimento é no contaturno, mas as vagas não atingem a toda a demanda.

 Acredito que tanto o municipio como a escola tentam estar contemplando as leis, pelo menos nos aspectos mais básicos, garantindo o acesso aos alunos com necessidades especiais e procurando adequar os currículos, métodos técnicas e recursos para  melhor atender as necessidades dos alunos e possibilitar a todos a conclusão dos estudos mesmo que com tempos diferenciados e pareceres específicos, de modo que todos possam terminar o ensino fundamental e assim terem mais oportunidades inclusive no mercado de trabalho.

Enfim temos muitas leis e normativas, ainda existem muitos pontos a aprimorar, sendo um dos principais a formação e especialização dos professores, que observamos que não se sentem preparados e amparados para desenvolverem este trabalho e também a real participação das famílias no processo educativo destas crianças, formando parcerias com as escolas em prol de um melhor atendimento de seus próprios filhos. 

 

Comments (2)

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Gi said

at 5:42 pm on Apr 24, 2009


Olá Lisi... Em relação as políticas de inclusão, temos documentos diferenciados, tanto os que tem ação normativa, com força de lei(CF/1988, LDBEN.9394 de 1996, Resolução CNE/CEB 02/2001),quanto o último e mais recente que é um documento orientador(Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva de 2008). São documentos que defendem a Ed. Especial como “...uma proposta pedagógica que assegura recursos e serviços educacionais especiais, organizados institucionalmente para apoiar, complementar, suplementar e, em alguns casos, substituir os serviços educacionais comuns, de modo a garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos. Sendo que os sistemas de ensino devem constituir e fazer funcionar um setor responsável pela educação especial, dotado de recursos humanos, materiais e financeiros que viabilizem e dêem sustentação ao processo de construção da educação inclusiva.”
No entanto, as escolas ainda continuam, na sua grande generalidade, sem recursos materiais e humanos para poderem implementar a inclusão, tal como é defendida! Acredito que deveríamos cobrar de todos aqueles que têm responsabilidade na ação política, que novos elementos sejam apresentados para uma reflexão mais crítica sobre a inclusão e os aspectos que devem ser contemplados para promovê-la.

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Gi said

at 5:42 pm on Apr 24, 2009

Entendo ser necessária também, uma reflexão sobre a revisão do currículo de a formação docente. Preferencialmente, na formação inicial, de base! Centradas na importância de uma educação para a transformação, para a emancipação do sujeito, oportunizando situações que possibilitem a estes futuros professores o entendimento de que o grande desafio da escola inclusiva é buscar respostas educativas que atendam aos interesses e necessidades de todos os alunos, objetivando uma escola de qualidade para todos. A inclusão implica uma transformação no modo de se conceber a educação como um todo, a fim de que as escolas possam receber todos os alunos, quaisquer que sejam suas especificidades.
"O conceito de escola inclusiva está associado à modificação da estrutura, do funcionamento e da resposta educativa, de modo que se tenha lugar para todas as diferenças individuais, inclusive aquelas ligadas a alguma deficiência."
(BLANCO, 2002, p.8).
Demonstraste apropriação consistente e condizente com os objetivos propostos para esta unidade. Qualquer dúvida entre em contato. Abraços, Gi

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